CPJ alerta para deterioração das condições dos jornalistas em Moçambique
A liberdade de imprensa em Moçambique enfrenta desafios crescentes, segundo um novo relatório do Comité de Proteção de Jornalistas (CPJ). A organização internacional destacou que os ataques contra profissionais da comunicação aumentaram nos últimos meses, especialmente após as eleições de 9 de outubro de 2024.
Entre os casos mais preocupantes, o CPJ cita os ataques ao blogger Albino Sibia (Mano Shotas), ao repórter Pedro Júnior e ao editor e ativista Arlindo Chissale. Os incidentes incluem agressões, disparos contra jornalistas e até mesmo um assassinato.
Ataques a jornalistas em meio a protestos
Pedro Júnior, repórter da SPMTV, relatou que estava a filmar a repressão policial contra manifestantes quando foi alvejado no braço por disparos da polícia, mesmo estando identificado com um colete de imprensa. Além disso, o seu colega Abel Timana foi morto enquanto tentavam buscar ajuda médica.
A repressão também atingiu Albino Sibia, que cobria os protestos pós-eleitorais. Segundo o CPJ, esses episódios refletem um ambiente cada vez mais hostil para a liberdade de expressão no país.
Desaparecimento e morte de Arlindo Chissale
Outro caso alarmante foi o desaparecimento e assassinato do jornalista Arlindo Chissale, que foi sequestrado por homens armados, incluindo militares, em janeiro de 2025. O seu corpo foi encontrado dias depois, levantando preocupações sobre a segurança dos jornalistas que atuam em Moçambique.
O CPJ também relembrou o desaparecimento, em 2020, do apresentador de rádio Ibraimo Abú Mbaruco, visto pela última vez cercado por soldados. Esses casos reforçam a necessidade urgente de medidas para proteger a liberdade de imprensa no país.
Liberdade de imprensa em risco
Organizações de direitos humanos alertam que jornalistas e defensores da liberdade de expressão estão sob ameaça constante em Moçambique. O CPJ pede que as autoridades investiguem os ataques e garantam segurança aos profissionais da comunicação.
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