Mondlane desafia Presidente Nyusi a diálogo virtual enquanto divergências sobre mortos em protestos aumentam

 
Mondlane desafia esse Presidente Nyusi a diálogo virtual enquanto divergências sobre mortos em protestos aumentam

Maputo, Moçambique – O candidato presidencial Venâncio Mondlane desafiou o Presidente Filipe Nyusi a um diálogo virtual público, após a sua ausência no encontro agendado pelo Chefe de Estado com os candidatos das eleições de outubro. 

O desafio foi lançado nesta quinta-feira, 5 de dezembro, durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais.

Mondlane propôs que o diálogo fosse transmitido para todo o país:
"Peço ao Presidente da República de Moçambique que tenhamos um encontro virtual.

 O senhor em Moçambique, eu onde estou. Vamos falar virtualmente, com transmissão ao público. Estou disponível e ansioso para esse encontro."

Enquanto isso, o Presidente Nyusi ainda não se pronunciou sobre o pedido.

No mesmo dia, Manuel Araújo, autarca de Quelimane e membro da Renamo, convocou manifestações em toda a província da Zambézia.

 Araújo afirma não reconhecer os resultados das eleições e declarou que os protestos continuarão até o anúncio oficial dos resultados pelo Conselho Constitucional.

Conflitos e divergências sobre vítimas
O primeiro dia de protestos relacionados à onda denominada 4x4, organizada por Mondlane, registrou confrontos violentos.

 A Polícia da República de Moçambique (PRM) relatou cinco mortes, três feridos graves e 20 detenções. Além disso, 22 escolas e cinco esquadras foram vandalizadas.

Por outro lado, a ONG Decide afirmou que 12 pessoas morreram e 34 ficaram feridas em várias províncias, incluindo Nampula, Maputo e Cabo Delgado. A organização denuncia um total de 76 mortos e 240 feridos desde outubro.

O porta-voz da PRM, Orlando Mudumane, alegou que menores e pessoas vulneráveis estão sendo utilizadas nos protestos, o que "não respeita a legislação e o Estado de Direito".

A situação continua a gerar tensões políticas e sociais no país, com apelos por diálogo e protestos ganhando força em várias regiões de Moçambique.

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Fonte: Voa Português 

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